Abordagem

Fenomenologia Existencial

A Fenomenologia Existencial parte de uma pergunta fundamental: como é existir?

Ponto de partida

Em vez de compreender a pessoa apenas a partir de categorias, sintomas ou diagnósticos, a perspectiva fenomenológico-existencial procura compreender como determinada experiência se apresenta para aquela pessoa e como ela se relaciona com seu mundo.

A pergunta deixa de ser apenas “o que você tem?” e passa a ser “como tem sido, para você, viver isso?”.

Por isso, a clínica não busca reduzir alguém a um diagnóstico ou a uma característica isolada. Um rótulo pode descrever um aspecto da experiência, mas nunca abarca uma vida inteira.

Algumas ideias centrais

Experiência vivida

O ponto de partida não é a teoria sobre a pessoa, mas o modo como algo é vivido por ela.

Singularidade

Duas pessoas podem atravessar a mesma situação e vivê-la de maneiras completamente distintas.

Existência

Existir é estar sempre em relação: com o corpo, com os outros, com o tempo e com o mundo.

Liberdade e possibilidades

Mesmo diante de limites reais, a existência permanece aberta a caminhos possíveis.

Temporalidade

Passado, presente e futuro se entrelaçam no modo como compreendemos a nós mesmos.

Relações

Somos constituídos junto aos outros; nenhuma experiência é totalmente isolada.

Sentido

Mais do que classificar, interessa compreender o que determinada experiência significa.

Estar-no-mundo

Não há um 'interior' separado do mundo: existimos sempre situados em um contexto.

Suspensão de pressupostos

Abertura para a experiência

Chegamos a qualquer encontro carregando ideias prévias sobre o que as coisas deveriam ser. A fenomenologia propõe colocar essas certezas provisoriamente entre parênteses para escutar o que de fato se mostra.

Na clínica, isso significa não presumir o que a sua angústia significa, nem qual deveria ser o desfecho da sua história. Significa acompanhar, com atenção e sem pressa, o modo como sua experiência vai se revelando.